Misses - O desafio das grandes cidades III

        1. Flexibilidade e perseverança a sinagoga e a escola (At 19.8-11)
A atividade evangelística de Paulo seguiu o mesmo padrão de Corinto. Ele argu­mentou na sinagoga, a partir do Antigo Testamento, que Jesus era o Cristo. Novamente a oposição se levantou, e Paulo deixou a sinagoga, passando a usar uma espécie de sala de preleções como sua base de evangelização.
 
2. Choque de poder (At 19.2-18)
Surge nova oposição, agora não dos judeus, mas do diabo e suas hostes. E, no­vamente, a luz triunfa sobre as trevas. Diz-nos Lucas que o tumulto começou por causa do Caminho (At 19.23-41). Nota-se, que a razão era econômica, disfarçada de patriotismo e de religião.
 
3. Transformação (At 19.19-20)
Os laços da superstição foram quebrados e sua inutilidade foi reconhecida. O fato de queimarem seus livros evidencia a sinceridade da sua conversão.
"Para transformar o nosso mundo, precisamos também ser críticos da realidade ao nosso redor e nos inquietarmos com o que vemos sob a ótica de Deus que encerra uma outra dimensão" (Ricardo Gondim).
 
III. De Éfeso a Mileto
Antes de voltar a Jerusalém, os planos de Paulo incluíam uma visita à Macedônia e Acaia, de onde pensava ir diretamente para a Palestina. Mas em vista de temer um complô judaico contra ele, decidiu voltar pelo caminho de onde viera, descendo o litoral da Ásia, via Trôade, onde ocorreu um incidente com um jovem chamado Êutico (At 20.7-12). Paulo evitou uma visita a Éfeso, mas de Mileto mandou chamar os presbíteros e deu-lhes suas últimas instruções, num típico discurso de despedida que podemos dividir em três partes.
Um retrospecto do seu ministério em Éfeso (At 20.18-21).
As incertezas quanto ao seu futuro (At 20.22-27).
Exortações quanto ao futuro da igreja (At 20.28-35).
O discurso em Mileto marcou o fim da obra missionária de Paulo. Finalmente, depois de várias semanas de viagem e suspense, e apesar de avisos sombrios, Paulo chegou ao seu destino, não sem antes ouvir advertências proféticas que reforçavam suas previsões do sofrimento. Sua decisão inabalável de cumprir o plano de Deus fê-lo prosseguir.
 
Conclusão
  John Stott destaca importantes lições sobre o lugar, o método e o tempo da evangelização urbana nessa terceira viagem missionária de Paulo:
1. Escolha de locais seculares
Embora, tanto em Corinto quanto em Éfeso, Paulo tenha começado na sinagoga, ele retirou-se para edifícios neutros, escolheu uma casa e uma escola, respectivamente.
2. Apresentação racional e inteligente do evangelho
Lucas destaca dois verbos para descrever as pregações evangelísticas de Paulo discorrer e persuadir. Paulo apresentava o evangelho de maneira séria, estruturada e persuasiva. Paulo sabia que o Espírito Santo conduz as pessoas a Cristo, convencendo­-as e levando-as ao arrependimento e à fé.
3. Permanência longa nas cidades
Cerca de dois anos em Corinto e três anos em Éfeso. Isso era necessário para que o ensino fosse amplo e profundo.
Paulo não armou um grande esquema para alcançar muitas pessoas em Corinto, Trôade, Éfeso e outras cidades. Paulo começou com o que dispunha. Algumas vezes, pensamos que, para mudar as circunstâncias espirituais do nosso bairro, da nossa cidade, precisamos de coisas grandiosas. Podemos começar com pequenos projetos, e Deus fará grandes coisas.
 

         Revista Ultimato 



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