Doao: Faa algo pelos outros

3. Doar faz bem a você
Ajudar os outros têm uma relação causal mais forte com saúde mental do que receber ajuda. Estudos mostram que voluntários tem menos sintomas de depressão e ansiedade, e eles se sentem mais esperançosos. Está também relacionado a sentir-se bem consigo mesmo. Também pode servir para distrair as pessoas do hábito de ficar remoendo os próprios problemas para que se sintam gratos por aquilo que tem. Voluntariar-se também está relacionado com bem-estar psicológico.
Doar pode aumentar nossa longevidade. Estudos com pessoas mais velhas mostram que aqueles que dão suporte a outros vivem mais do que aqueles que não fazem isso. Isso inclui apoio a amigos, parentes, vizinhos e apoio emocional ao parceiro. Em contrapartida, receber apoio não influenciou na longevidade.
O ato de se voluntariar também parece ser um indicador da não-degeneração das funções cognitivas em um estudo com 2.500 pessoas em seus 70 anos, que foram acompanhados durante 8 anos.
Outros estudos mostraram que entre adolescentes, o hábito de se voluntariar foi associado com a melhora da autoestima; redução de problemas anti-sociais, comportamentais e ausência na escola; melhorou atitudes em relação a estudar; e aumentou as realizações no campo da educação.
Separar os benefícios do voluntariado de outros fatores pode ser difícil; por exemplo, voluntários já são mais saudáveis em primeiro lugar, portanto são bem mais aptos a ajudar. No entanto, a abundância de evidências de fato sugere uma relação causal, e pode ser que voluntariar-se seja uma atividade intencional com que as pessoas podem se envolver como uma estratégia para aumentar o bem-estar e manter a função cognitiva na idade avançada.
 
Ajudar: uma ressalva
Ajudar está associado com o aumento da felicidade e da saúde, mas sentir-se sobrecarregado por isso pode ser prejudicial, como no caso de cuidadores a longo prazo. Evidências indicam que enquanto doar por prazer está associado com uma maior autoestima, satisfação em viver e sentimentos positivos, doar sob pressão não beneficia.
Existem momentos em que precisamos doar porque é uma reação compassiva e porque é o certo a se fazer, como em tempos de crises ou necessidade. Entretanto, como regra geral devemos tentar combinar nossas doações com coisas que consideramos inerentemente agradáveis, alinhadas com nossos próprios objetivos e que pareçam valer a pena tanto para nós quanto para quem recebe. Se somos doadores felizes, os receptores terão mais benefícios e nós provavelmente continuaremos a doar.

 

Fonte: http://afelicidade.org/dez-chaves-para-uma-vida-feliz/faca-algo-para-os-outros/ 



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