Misses - O desafio das grandes cidades II

        1.Do particular para o público
Paulo procurou Priscila e Áquila, provavelmente judeus da Dispersão, já cristãos antes de se encontrar com ele. O tempo que passaram juntos trabalhando provavel­mente foi preparatório para Priscila e Áquila permanecerem em Éfeso (At 18.19).
O desafio da cidade grande exigia uma equipe maior. Foram Áquila e Priscila que, em Éfeso, levaram a Jesus Cristo e discipularam um judeu chamado Apolo, homem fervoroso, mas confuso na sua fé e na sua mensagem. Depois, por intermédio dele, muitos judeus foram convencidos que Jesus era o Cristo (At 18.24-28). Ainda em Corinto, a missão de Paulo entre os judeus encontrou novamente uma forte resis­tência, e ele repetiu a decisão tomada em Antioquia da Pisídia, de se voltar para os gentios.
Aplicação
É necessário preparo para evangelização das cidades. As igrejas precisam gastar tempo e recursos no preparo dos que evangelizam. A concentração de igrejas diferentes, além das seitas diversas, causa confusão à população. 
Cada um evangelizando com mensagens diferentes e contraditórias. Parece que há um "supermercado da fé". Há quem ofereça religião como mercadoria mais barata, em "promoção", com descontos (sem compromisso) e há os que cobram caro demais, com exigências que nada tem a ver com o evangelho da graça.
 
2. Do público para o particular (At 18.7-8)
Os esforços evangelísticos, até então concentrados na sinagoga, nesse momen­to passaram a acontecer numa casa particular. Ali, na casa de Tício Justo, Crispo, o principal da sinagoga, toda a sua casa e muitos outros com ele, creram no Senhor.
Aplicação
Os Pequenos Grupos, de casa em casa, continuam sendo uma proposta bíblica para nossos tempos, indo até o homem amedrontado, assustado, acusado por tantas circunstâncias adversas.
 
3. O aumento da atividade missionária
Ao ampliar a esfera de sua atuação, Paulo vê muitos coríntios crendo e sendo batizados. O aumento da atividade missionária revelou-se frutífero, mas levou à opo­sição da parte dos judeus. Como encorajamento e conforto em meio às perseguições, o Senhor lhe dá uma ordem, acompanhada de uma promessa (At 18.9-10): "Não temas;... fala e não te cales; porquanto eu estou contigo". Que palavras maravilhosas! Até que Deus completasse Seu propósito, Ele queria Paulo ali. A fidelidade do Senhor é notória quando, acusado pelos judeus, o procônsul Gálio não considerou as acusações e deixou Paulo livre para continuar seu ministério de evangelização urbana (At 18.17).
No decurso dos versículos seguintes (18-23), Lucas resumiu a passagem de Pau­lo por algumas cidades, ressaltando seu propósito de "confirmar todos os discípulos", isto é, encorajá-los espiritualmente, fortalecer-lhes a alma, exortá-los a permanecer firmes na fé. Ele não abandonava seus discípulos à própria sorte, mas o discipulado tinha um propósito, que era apresentar todo homem perfeito em Cristo (Cl 1.28).
II. Paulo em Éfeso (At 19.1-40)
Éfeso era capital da província romana da Ásia. Era a cidade mais importante da região e ponto de cruzamento de rotas comerciais. Nela estava o templo da deusa Diana (v.35), chamada pelos romanos de Ártemis.

Depois de um ano, aproximadamente, desde que deixara Corinto, Paulo che­gou a Éfeso, onde tinha passado no fim de sua segunda viagem, ainda que tenha permanecido não mais que três dias na cidade (At 18.19-21). Nessa terceira viagem, encontrou um grupo de 12 discípulos, que conheciam apenas o batismo de João (At 18.1-7), mas ainda não acreditavam em Jesus, ficando absolutamente claro que esses discípulos não eram de forma alguma cristãos. Nessa oportunidade, o apóstolo fi­cou três anos na cidade (At 20.31), que foram marcados pelas seguintes características. 



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