Misses - O desafio das grandes cidades

        Antioquia, na Síria, era a terceira maior cidade do império romano, com cerca de 500 mil habitantes. A igreja ali formada era o protótipo de igreja missionária ideal, pois congregava a comunidade cristã da cidade, provavelmente espalhada em vários grupos que se reuniam em locais diferentes da cidade, estrate­gicamente estabelecidos. Já estudamos como essa igreja, cosmopolita e heterogênea, implementou a primeira ação missionária planejada, quando Barnabé e Paulo foram separados pelo Espírito Santo para a primeira viagem missionária.
É bom entender o nosso tempo.
 
1.A igreja
Alguns fatores presentes na igreja de nossos dias afetam negativamente sua ação missionária: espírito denominacionalista, divergências doutrinárias, diferenças de forma de governo e costumes, competição sectarista de algumas igrejas, mensagem confusa, perda dos referenciais de como ser igreja, etc.
 
2. A sociedade
Observamos na sociedade atual: grande avanço tecnológico, meios de comunica­ção ultrarrápidos, impessoalidade e anonimato, violência, desemprego, crescimento desordenado das cidades, ceticismo, materialismo, etc.
A despeito das diferenças com a igreja nascente, há no texto alguns princípios, universais e atemporais, que nos orientam em nossa tarefa nos tempos modernos nos quais vivemos.
 
I. Paulo em Corinto (At 18.1-18)
Saindo de Atenas, Paulo dirigiu-se a Corinto, capital da província romana da Acaia. Próspero centro comercial, Corinto encontrava-se estrategicamente situada e era um elo de comunicação entre norte, sul, leste e oeste, além dos portos de Cencreia e Lequeo. A cidade tinha uma péssima reputação por sua imoralidade (pelo que lemos em 1Coríntios). Os coríntios se gabavam de sua riqueza e cultura, e de seu prestígio político. Afrodite ou Vênus, a deusa do amor, tinha seu templo naquela cidade. A promiscuidade sexual era tanta que o termo grego korintiazomai significava "praticar imoralidade".
Se há diferenças, há também semelhanças, como o orgulho e a imoralidade de nossos dias. Mas Paulo sabia, como nos diz John Stott, que "a cruz consome todo orgulho humano. Ela insiste que nós, pecadores, não temos nada com que comprar a nossa salvação, nem mesmo contribuir para isso".
A localização de Corinto era favorável para a pregação do evangelho pelas se­guintes razões: 
        a) abertura às mudanças; 
        b) concentração de recursos; 
        c) potencial para contato relevante com as comunidades em redor.
Aconteceram três movimentos na prática evangelística em Corinto.

(continua) 



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