Disciplinas Espirituais e nossas atividades

Quando pensamos em tudo o que deve ser feito na Igreja, na grande necessidade que há no mundo, quando nos olhamos no espelho... parece que não temos em nós poder para fazer qualquer mudança. E, de fato, não temos. 

A nossa inteligência, os nossos títulos académicos, a nossa eloquência, não fazem diferença. Há uma montanha diante de nós que não pode ser movida pelo braço da carne. O que desejo, para a minha vida, e para as vossas também, é que, de uma vez por todas, paremos de confiar na carne. Não desejo que sejamos fortes. Desejo que sejamos fracos. Que cheguemos a um ponto em que percebemos que não podemos respirar se não tivermos o poder de Deus. 
 
Eu oro para que, na provisão de Deus, Ele nos dê fraqueza. Não importa o preço. Seja tentação, seja dor, aflição, perseguição... não importa. Seja o que for, traga fraqueza à nossa vida. E, assim, O busquemos e sejamos cheios dEle.
 
“E Jesus, levantando-se de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava. E seguiram-no Simão e os que com ele estavam. E, achando-o, lhe disseram: Todos te buscam.” (Mc.1:29-37)”
 
Ele sabia que tinha que estar com o seu Pai. Não podia viver a sua vida pragmaticamente. Não podia viver a sua vida simplesmente em função das necessidades dos outros. Ele sabia que precisava estar com o seu Pai. Sabia que precisava estar em comunhão com Ele. Tinha que passar tempo ali, ser renovado, ser fortalecido ali.
 
Agora vejam como somos diferentes.
 
Vamos parar só por um instante. Não vou pôr perante vocês um grande problema teológico.
 
Olha apenas para a tua vida. Olha para a tua vida. Aqueles que são ministros, leigos, homens de negócios, donas de casa... olha para a tua vida. Não é verdade que muitas vezes vivemos as nossas vidas em função do que se passa à nossa volta e das necessidades dos outros?
 
Muitas de vocês, donas de casa, saltam da cama e é imediatamente hora de cuidar das crianças. É a hora para fazer isto. Muitos de vocês, jovens, saltam da cama. É hora da escola, hora de ir trabalhar. Vocês, homens, saltam da cama freneticamente e levantam voo, correm em todas as direcções e sabem uma coisa? Os ministros são os piores de todos. Guiados pela necessidade de outros e genuína compaixão, simplesmente levantam voo. “Há demasiado a fazer hoje.”
 
Mas tão diferente é Jesus Cristo, ou até como o nosso querido Martin Luther. Diz-se que foi ele que disse: “Tenho tanto a fazer hoje. Nunca o farei a menos que ore pelo menos três horas.”
 
Pensem nisto. Ele esteve com Deus – sozinho com Deus – antes do dia começar. Quando olhamos para homens e mulheres que têm sido usados por Deus através dos séculos...
 
Quando eu era jovem tentava encontrar algo em comum entre eles. Reparei que, teologicamente, muitas vezes podia haver diferenças. Os seus estilos de vida às vezes eram diferentes. A sua forma de ver as várias coisas muitas vezes era diferente. E enquanto estudava a vida de homens e mulheres que, através dos tempos, foram poderosamente usados por Deus, tentei encontrar: o que têm em comum? Descobri uma coisa. Eles estavam com Deus. Estavam com Deus.
 
(CONTINUA...)
Pr. Paul Washer

 



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